Thursday, July 9, 2015

Brasil de Todos Nós promove valorização cultural em São Lourenço

Sustentabilidade, família e muita diversão em evento na praça João Lage



São Lourenço recebeu grande evento gratuito, realizado pelo Ministério da Cultura e a Jatobá Cultural, de São Paulo. A empresa paulista tem como foco a educação para a sustentabilidade e trouxe para o sul de Minas o evento Brasil de Todos Nós.
A edição do evento realizada em São Lourenço aconteceu nos dias 3 e 4 de julho, com uma infraestrutura ecológica montada com bambus, pallets, tambor de papelão reciclável e com destaque para o playground infantil todo feito de pneus, que foi sucesso entre as crianças e os adultos.
No primeiro dia do evento, sexta-feira (3), participaram dez escolas/instituições da cidade, entre elas a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), a escola estadual Humberto Sanches, a escola municipal Melo Viana, o COC Gênesis, entre outras.
No sábado (4), o Brasil de Todos Nós foi aberto ao público em geral e teve grande adesão da população, principalmente de famílias, com crianças e adolescentes.
“Um programa como esse vem de encontro com a necessidade de promover ações culturais na cidade, principalmente para o público infantil” explica Ana Lúcia Pilz Borba, coordenadora do projeto em Minas.
Um dos objetivos do evento é a divulgação e valorização da cultura e dos artistas locais e durante os dois dias foram apresentadas diversas oficinas e apresentações, oferecidas por artistas locais.
“O projeto cria uma oportunidade para a gente conhecer e reconhecer os artistas locais, que muitas vezes não têm oportunidade de aparecer”, ressalta Ana Lúcia.
As apresentações trouxeram o que de melhor há na cultura local e brasileira: capoeira, da Abadá-Capoeira; TuBom, um instrumento de PVC com as notas musicais, didático e de fácil manuseio; Badenhá Foli, com uma belíssima apresentação de tambores africanos.
Ainda na área musical, foram realizadas oficinas de tambor, com o músico Lucas Moura e ofcina de maraca, com Patrick Jones.
Outras oficinas artísticas embelezaram os dois dias do Brasil de Todos Nós, como teatro, contação de história e euritmia, pintura de rosto, mandala, pintura no papel, tangram e chaveiro pet.
“Foi também um resgate do artesanato. Principalmente nessa nova geração, com muita tecnologia. As oficinas tiveram grande adesão tanto das crianças, como dos pais”, explica Aline de Sá, da organização do evento em São Lourenço.
O Brasil de Todos Nós tem como objetivo principal valorizar e divulgar a diversidade cultural das cinco regiões do país. Com esse tema, a artista sãolourenciana Morena Lua Gurgulino elaborou uma peça de teatro infantil, na qual dois palhaços viajam pelas diferentes culturas do Brasil, através das lendas e contos tradicionais.
Além das apresentações culturais e oficinas, teve também uma Exposição, com textos, imagens e objetos representando as cinco regiões do país.
“Eventos como este proporcionam o sair de casa com a família, o ver, o sentir, o olhar no olho”, sublinha Ana Lúcia. “A tecnologia está causando um grande impacto na nossa cultura e esse projeto traz um resgate cultural”, continua.
Foram doados seis mil livros “Brasil de Todos Nós” e dez tabuleiros gigantes para cada escola/instituição participante.
“Além de movimentar cultura, arte, informação e sustentabilidade, o evento ainda gerou renda para a população, com a contratação de monitores, equipe de montagem e artistas oficineiros”, conclui a coordenadora do projeto.
Em São Lourenço, o Brasil de Todos Nós teve o apoio da OSCIP - Terra das Águas, do Convention&Visitors Bureau e parceria com a Prefeitura Municipal.

Thursday, July 2, 2015

Abadá-Capoeira: um show de cultura, sustentabilidade e cidadania

Batizado e troca de cordas de alunos de São Lourenço e Jesuânia aconteceu na Catedral de Bambu do Parque das Águas, com palestra e Campanha Abadágua



No último fim de semana São Lourenço recebeu instrutores do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte para o batizado e troca de cordas dos alunos da Abadá-Copeira. Evento começou no sábado, às 19:00h, com uma belíssima roda de apresentação no calçadão.
No domingo, às 9:00h, teve palestra da Campanha da Abadágua com a graduada Fofa, ambientalista de Belo Horizonte, sobre a importância da conscientização ambiental.
Às 9:30h começou o Batizado e Troca de Cordas com os alunos da Abadá-Capoeira de São Lourenço e Jesuânia. O evento aconteceu na Catedral de Bambu, no Parque das Águas, e reuniu 80 alunos, professores e pais, além dos curiosos que assistir
am às palestras e ao batizado. O batizado é uma iniciação do capoeirista no universo da capoeira. “A capoeira tem um papel fundamental no resgate da autoestima, da inclusão social, do resgate e valorizaçãoda cultura”, ressalta o instrutor Jibóia Mineiro, organizador do batizado. “A capoeira não tem nenhum vínculo com religião, vai muito além disso. Quem tem religião é o capoeirista, a capoeira não tem religião”, explica Jibóia.
O instrutor dá aulas em São Lourenço, Jesuânia e Soledade e também realiza um trabalho de inclusão social, proporcionando aos alunos com necessidades especiais a possibilidade de experienciar e praticar a capoeira.
A roda de capoeira é patrimônio imaterial da humanidade, declarada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), em 2014. De acordo com a organização, a capoeira representa a luta e resistência dos negros brasileiros contra a escravidão durante os períodos colonial e imperial de nossa história. “É a nossa luta, a nossa dança, nossa identidade”, conclui Jibóia.

História Abadá-Capoeira

A Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte-Capoeira (Abadá-Capoeira), fundada no Rio de Janeiro em 1988 pelo mestre Camisa, é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira através da arte capoeira.
Atualmente é uma das maiores divulgadoras da cultura nacional e da língua portuguesa no mundo. Está representada em todos os estados brasileiros e em 35 países, com cerca de 50 mil associados que mantêm contato através de cursos, seminários, palestras e projetos sociais.
As atividades da Abadá estão fundamentadas em alguns ensinamentos da capoeira Regional, através do Mestre Bimba e outros da capoeira Angola. Unindo as duas vertentes cria-se uma unidade da qual é preservada a tradição, o fundamento, a técnica, o uniforme e o cuidado e zelo na confecção dos instrumentos. A evolução dá-se pela criatividade dos capoeiristas, da vivência, do aprimoramento técnico, do respeito mútuo no aprendizado e da união dos componentes do grupo.
A Abadá-Capoeira chegou em São Lourenço há mais de 20 anos, pelo instrutor Jibóia Mineiro. Desde então ele vem trabalhando com crianças e adultos para manter a cultura viva e passar a tradição. Jibóia trabalha no Projeto Crer-Ser há 11 anos, onde o sonho começou e através do qual difundiu ainda mais a capoeira entre os jovens da cidade. Hoje muitos dos que aprenderam capoeira com Jibóia são professores e mantêm a tradição e os ensinamentos.







Thursday, June 18, 2015

Réplica de Maria Fumaça feita de materiais recicláveis

Trem é uma réplica idêntica da Maria Fumaça de São Lourenço e impressiona pela qualidade




Nereu Louzada, de 77 anos, construiu uma réplica da Maria Fumaça com materiais recicláveis, desde tampa de adoçante, à lata de tinta e tampa de desodorante. O trabalho é caprichoso e delicado e impressiona pela semelhança com a locomotiva original, estacionada na Estação Ferroviária de São Lourenço.
Nereu trabalhou durante 55 anos como técnico de elevador na empresa Atlas Shindler, em São Paulo. Homenageado como o funcionário com mais tempo de serviço do mundo, trouxe sua experiência para São Lourenço, onde veio morar após se aposentar em 2010, em busca de melhor qualidade de vida e

tranquilidade.
“Quando vim morar em São Lourenço e vi esse trem, lembrei-me de quando tinha 14 anos e viajava neles. Ai eu falei para a minha patroa: ‘vou fazer esse trem”, conta Nereu. Construiu ele mesmo uma máquina de serra, onde corta os seus materiais. Com criatividade, paciência e muito esmero ele se dedica na construção de verdadeiras obras de arte.
A Maria Fumaça demorou aproximadamente 8 meses a ser finalizada. “Eu fazia, desmontava, pensava. Ia dormir pensando como fazer uma ou outra parte, refazia. Só a cabine foi feita 3 vezes para acertar”, relembra o artista.
Mas com perseverança não desistiu. Ele conta que foi várias vezes
na Estação tirar fotos da Maria Fumaça estacionada. Utilizou cano de PVC para a caldeira, lata de tinta reciclada para a cabine, varetas de guarda-chuva, nas rodas, tampa de adoçante para o sino. Com muita criatividade ele construiu uma réplica idêntica à Maria Fumaça, que tem exatamente o mesmo número 1424. O trem tem ainda motor, correia e engrenagem: todo o equipamento necessário para andar. Mas como o espaço é limitado, ela não anda no momento. Porém, tem apito, música e ainda solta fumaça. No vagão de passageiro, o teto abre e podemos observar até os violeiros animando a viagem.
Finalizada em dezembro de 2014, a Maria Fumaça está exposta na sala da sua casa, em um móvel que ele mesmo construiu. Convidou o maquinista da locomotiva e o responsável da Estação de São Lourenço para conhecerem o seu trabalho e segundo Nereu, eles ficaram maravilhados com as semelhanças.
O artesão é caprichoso e perfeccionista e segundo ele consegue fazer qualquer objeto. Além da Maria Fumaça, em sua casa vários objetos de decoração foram feitos por ele. Todos com o mesmo capricho e qualidade. As capelas e oratórios ele faz sob encomenda, desde 2008, e já vendeu para várias partes do Brasil. Com uma estrutura em madeira, sextavada, tem uma complexa instalação de iluminação, que, segundo o artesão, dura uma vida inteira. A santa é comprada, mas todos os outros detalhes da capela é ele mesmo quem faz, com devoção e amor.

Projeto Aula Viva em escolas da cidade de São Lourenço

Ex- combatentes participam de projeto-piloto que leva às escolas uma aula interativa e diferente



Sexta-feira, dia 12 de junho, os alunos do Colégio Laser Solar dos Lagos tiveram uma aula diferente. Um projeto-piloto, idealizado pela escritora Gislene Vilela, colaboradora do jornal Correio do Papagaio, foi realizado com muito sucesso.
Os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, que estudam sobre a 2ª Guerra Mundial, participaram de uma aula viva, com depoimentos das experiências vividas pelos
ex-combatentes e ainda uma exposição de alguns objetos: medalhas, cartas, livros, jornais, uniforme, fotografias, mapas, documentos e textos. O tenente coronel Leonel Junqueira (100) discorreu sobre os fatos mais importantes que contribuíram para a participação do Brasil na 2ª Guerra Mundial, durante a sua palestra “Por que fomos à Guerra?”.
Os alunos comentaram que a aula foi inesquecível, pois saiu da teoria, da aula fria e tiveram uma aula viva, com vida.
O evento contou com a participação do coronel Ivan J. Miranda (FAB); do subtenente Nilton da Silva Batista, chefe de Instrução do Tiro de Guerra 04-024; de Newton Barbosa, diretor geral do Colégio Laser; filho de Ocimara Ribeiro Barbosa (in memoriam), enfermeira da FEB; ex-combatentes e alguns convidados.
A abertura da solenidade aconteceu na quadra da escola, com um momento cívico para todos os alunos do turno da manhã e com um emocionante depoimento do ex-combatente 3º Sargento Antônio de Oliveira Rezende (92).
“O projeto tem o mérito de resgatar a importância da FEB na 2ª Guerra mundial. E partindo do testemunho de pessoas que ainda estão vivas. Vivas não só no ponto de vista físico, mas vivas com lucidez, com experiências para transmitir bons valores aos jovens daqui de São Lourenço e quem sabe até da Região que podem se beneficiar do projeto” ressaltou o professor de história Evaldo Carlos da Silva.
“É um projeto que acrescenta para todos. Para os alunos conhecerem um pouco da nossa história e também para os ex-combatentes, que hoje são idosos, ter um momento de interatividade muito significativo com os jovens”, explica a organizadora do projeto, Gislene. “Esse evento mudou completamente a rotina dos ex-combatentes, foi um momento de grande importância na vida deles, de receber esse reconhecimento, de serem úteis e poderem passar esse tipo de informação”, complementa.


O projeto Aula Viva nas escolas


O projeto de realizar aulas com interatividade, palestras e ainda exposição de elementos visuais para as Instituições de Ensino surgiu de um trabalho realizado no início do ano, com o foco nas comemorações dos 70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial.
Gislene Vilela, ligada ao universo da Força Expedicionária Brasileira (FEB) desde pequena e autora do livro “Um convite para a vida”, pesquisou durante dois meses sobre ex-combatentes e familiares que tiveram vínculo com a cidade de São Lourenço e fez uma reportagem exclusiva para o Jornal Correio do Papagaio com o título: “70 anos da Força Expedicionária Brasileira são relembrados por ex-combatente centenário”. 
“É um projeto cujo objetivo é levar às Instituições de Ensino os veteranos que combateram na Campanha da Itália durante a 2ª Guerra Mundial na defesa da Pátria, para que os estudantes tenham experiências únicas contadas pelos ex-combatentes, resgatando um fragmento da história do Brasil que, infelizmente, ainda é pouco conhecida pelos brasileiros”, explica Gislene.
A autora e repórter apresentou o projeto para Newton Barbosa, diretor geral do Colégio Laser Solar dos Lagos que se interessou em realizar o projeto-piloto.
Após o grande sucesso desta iniciativa, realizada dia 12, tanto do ponto de vista dos alunos, como dos professores e dos veteranos, a proposta é dar continuidade e levar o projeto para outras escolas que tenham interesse em recebê-lo.
“É muito importante o contato dos ex-combatentes com os jovens, porque estão contando as suas experiências e os adolescentes aprendem mais com os relatos”, afirma o subtenente Nilton da Silva Batista, chefe de Instrução do Tiro de Guerra 04-024 e espera que o projeto seja difundido em mais escolas do município.
“É uma oportunidade única para os estudantes poderem experienciar uma aula viva, com relatos na primeira pessoa e transformar o aprendizado deles sobre este momento tão importante da História brasileira”, conclui Gislene Vilela e revela em primeira mão que está sendo realizado um documentário sobre a Força Expedicionária Brasileira.